4H: "Há tanto conteúdo que nós temos de conhecer o nosso público para o cativar"

As redes sociais são uma constante na vida dos jovens e também cada vez mais nas empresas. Com a pandemia, o TikTok ganhou força, sendo a aplicação mais descarregada a nível mundial em 2020.
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Para que milhares de pessoas passem as madrugadas vidradas no ecrã do telemóvel saltando de site em site, há centenas que durante o dia trabalham para isso.

Há quatro anos que Cláudia Dias cria conteúdos para as redes sociais. Precisava de um hobbie e, com a ajuda da sua irmã, Glória Dias, também influencer, começou a fazer os seus vídeos e publicações. Como esteve sempre ligada ao desporto através da dança, o objetivo é motivar os seguidores para uma vida ativa. "Uma vida ativa não é só ir para o ginásio ou apenas fazer desporto. É também fundamental para a nossa saúde mental. Nos meus vídeos dou ferramentas para o dia a dia", afirma, em conversa com o DN, enquanto gravava conteúdos sobre as novas peças de roupa de uma cadeia de supermercados.

Cláudia cria vídeos e conteúdos de forma orgânica (pessoais, sem patrocínio) mas também o faz para diferentes marcas. Um dia de gravação não é feito sem planeamento (a escolha das músicas e do local): "Se não estou em gravações, estou a editar ou em reuniões com possíveis clientes ou com a minha agência."
A criação de conteúdo e a utilização das redes sociais podem ser feitas a qualquer hora do dia. As plataformas digitais que a influencer mais utiliza são o Instagram, o TikTok e o Youtube. Para Cláudia, o Instagram não necessita de conteúdos constantes, focando-se mais na qualidade das imagens.
No entanto, o TikTok requer uma maior quantidade de conteúdo de menor duração: "Veio revolucionar as redes sociais porque não é tão focado no número de seguidores mas sim na interação com o público." Para o Youtube ficam conteúdos mais longos.

As redes sociais são uma constante na vida dos jovens e também cada vez mais nas empresas. Com a pandemia, o TikTok ganhou força, sendo a aplicação mais descarregada a nível mundial em 2020. Esta plataforma digital de vídeo veio também mudar a atenção do público, por ter apenas vídeos com um máximo de três minutos. No entanto, segundo o estudo da Marktest "Os Portugueses e as Redes Sociais 2022", o Facebook e Instagram continuam a liderar relativamente ao número de utilizadores em Portugal. Os portugueses têm uma média de seis contas em redes sociais, mais do dobro do que era há dez anos.

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