14H: "Especialmente a comida e os transportes são muito baratos", dizem os alemães

Turistas aproveitam para conhecer o Porto e o Norte, ajudando a contribuir para fortalecer os números do turismo em Portugal
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É um dia de grande calor na cidade, mas o movimento de turistas nas estreitas ruas junto à Sé do Porto é contínuo. As altas temperaturas fazem parte do destino escolhido pelos jovens alemães Neele e Philip, que desde fevereiro se aventuram pelos territórios da Ibéria. O Porto foi o ponto de partida para percorreram os Caminhos de Santiago. Agora, que regressaram da peregrinação, vão dedicar uma semana a conhecer o burgo e arredores. A viagem do jovem casal é uma aventura sabática. Neele decidiu fazer uma pausa no seu trabalho de cuidadora de cavalos e Philip, que trabalha na área da logística, acompanhou-a. Entretanto juntou-se-lhes Solveigh, irmã de Neele, estudante que entrou oficialmente de férias. Querem aproveitar as praias da região para praticar surf, visitar os museus e calcorrear a cidade.

O Porto e a região Norte "é um destino bastante conhecido" na Alemanha, dizem, justificando a escolha. Arrendaram um pequeno apartamento, por um valor acessível, e o custo de vida também lhes parece muito em conta. "Especialmente a comida e os transportes são muito baratos".

A enfermeira espanhola Cristina e o psicólogo Juan Cruz estão de férias com os filhos adolescentes Luzia e André. É a primeira vez que visitam o Porto, cidade "muito bonita", e vieram por recomendação de familiares e amigos. Vão estar três ou quatro dias na Invicta, dar um salto a Aveiro, e também visitar Guimarães e Braga. Ao todo será uma semana a viajar pelo Norte do país, e por isso vieram de transporte próprio. Escolheram ficar numa casa turística em Arcozelo, próximo da cidade, mas sem o bulício da urbanidade. Nas contas desta família espanhola, o custo de vida em Portugal parece-lhes apenas "um pouco mais barato" do que em Espanha, mas só "um bocadinho", realça o patriarca. Cristina frisa mesmo que os restaurantes na Ribeira "são muito caros".

A inflação e as taxas de juro não impediram estes turistas de dar um salto ao Porto e, desta forma, ajudar a engrossar as estatísticas nacionais do turismo em 2023. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística dizem que, até maio, os alojamentos turísticos portugueses receberam 2,8 milhões de hóspedes e registaram 7,1 milhões de dormidas, valores que traduzem aumentos de 12,1% e de 10%, respetivamente, face ao mesmo mês de 2022. E comparando com maio de 2019, ano pré-pandemia, o número de hóspedes cresceu 8,2% e as dormidas 9%. Os mercados externos respondem pela grande fatia das dormidas: 5,4 milhões, num aumento homólogo de 13,6%. O interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas (+0,4%).

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