Se o filme fosse feito hoje, tal sítio não faria muito sentido. A massificação das consolas domésticas e da internet tirou os jogadores dos salões e levou-os para os seus quartos ou para as casas dos amigos. Em Portugal, surgiram recentemente "bares de videojogos", primeiro o 1UP Gaming Lounge, em Odivelas, e depois o Spawn Point, na Avenida de Roma. Mas os antigos salões com máquinas ou fecharam ou vivem sobretudo de jogos como bilhar, setas e matraquilhos. Tudo isso pode mudar em breve, com a realidade virtual.."Recebemos imensos pedidos para salões de jogos de realidade virtual, quase todos os dias há um email novo", diz ao Dinheiro Vivo Tuncay Cakmak, CEO da empresa austríaca Cyberith. O que eles fazem é o sistema Virtualizer, uma plataforma de jogos que permite andar, correr, baixar-se, saltar, tudo enquanto se usa um aparelho de realidade virtual como o Oculus Rift ou Project Morpheus, e inclui controladores apropriados. Este sistema vai chegar no final de 2015 com um preço ao consumidor de 1500 euros e para profissionais até 4000 euros, embora tudo dependa do modelo e das quantidades. "Acredito fortemente que os salões [arcades] de realidade virtual vão aparecer. Muita gente não poderá suportar os custos destas novas tecnologias, pelo que vão querer encontrar-se com os amigos nestes salões e jogar uns contra os outros", acrescenta Cakamk..Loranzo Adams, responsável de marketing de outra empresa que faz um sistema semelhante, a Virtuix, confirma: "Apesar de estarmos direcionados para consumidores domésticos, recebemos pedidos de salões de jogos." O Omni, que a empresa lança também este ano, tem um preço mais simpático: 699 dólares..E os jogadores estariam dispostos a isso? "Sim", responde o Youtuber Fer0m0nas ao Dinheiro Vivo. "Adoraria jogar numa arcade outra vez!".