Vai voar quinta-feira? Chegue mais cedo. Há greve nos aeroportos

Trabalhadores das empresas de segurança vão parar na quinta-feira. ANA avisa para eventuais constrangimentos

A ANA - Aeroportos de Portugal alertou hoje para os constrangimentos da greve dos trabalhadores das empresas de segurança anunciada para quinta-feira e aconselhou os passageiros a deslocarem-se com maior antecedência para os aeroportos nacionais.

Em comunicado, a ANA avisa que, "em virtude da greve anunciada para empresas de segurança, é previsível que o processamento de passageiros nos aeroportos nacionais sofra constrangimentos na próxima quinta-feira, dia 27 de outubro".

Nesse sentido, a empresa recomenda aos passageiros que viagem nesse dia que se desloquem para os referidos aeroportos "com antecedência superior à habitual".

Esta greve, a nível nacional e convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpezas Domésticas e Atividades Diversas (STAD), insere-se numa semana de luta nacional dos vigilantes da vigilância privada, entre os dias 22 de outubro e 06 de novembro, período no qual os trabalhadores estão em greve às horas extraordinárias e aos feriados.

Em causa estão a negociação de um contrato coletivo de trabalho para os Assistentes de Portos e Aeroportos (APA) sem qualquer regime de flexibilização da organização dos tempos de trabalho, a criação de uma carreira profissional e a tomada de medidas urgentes no âmbito de saúde e segurança no trabalho.

Durante a manhã, os trabalhadores em greve vão estar concentrados no aeroporto de Lisboa e, pelas 14:30, os trabalhadores vão concentrar-se junto à sede da Associação das Empresas de Segurança, no Rato, seguindo em desfile para a Assembleia da República, onde integram a manifestação nacional dos trabalhadores do setor, convocada pelo STAD.

Os trabalhadores da Prosegur e da Securitas, que asseguram o raio-x da bagagem de mão e o controlo dos passageiros e também dos trabalhadores dos aeroportos cumpriram a 27 de agosto uma greve de 24 horas, depois de mais de nove meses de negociações para a celebração de um novo contrato coletivo de trabalho.

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