"Um Presidente a sério não promete aprovar orçamentos que ainda não conhece"

Sampaio da Nóvoa volta a atacar as "inconsistências" de Marcelo Rebelo de Sousa. E um ministro também entrou na campanha

Sampaio da Nóvoa apontou esta terça-feira à noite, no comício em Évora, mais inconsistências a Marcelo Rebelo de Sousa, depois do candidato apoiado pela direita ter antecipado que viabilizaria o Orçamento do Estado para 2016. "Marcelo quer fazer política dando aquilo que não tem e prometendo aquilo que não pode dar. E fá-lo com tal leviandade que é legítima a suspeita de que prometa aquilo que não tem a intenção de dar."

Para o antigo reitora da Universidade de Lisboa, "um presidente a sério não promete aprovar orçamentos que ainda não conhece". E logo de seguida contrapôs outra forma de estar em Belém: "Nunca ninguém me ouvirá garantir a minha assinatura num documento que não conheço. Não preciso de fingir que sou independente, sou mesmo independente e imparcial. E sempre agirei desse modo. Sempre."

Num Teatro Garcia de Resende quase cheio, Nóvoa voltou a recordar que o antigo presidente do PSD, "no passado" falou de um orçamento "que continha flagrantes inconstitucionalidades" mas que "não lembraria ao careca" levá-lo ao Tribunal Constitucional, e veio "dizer agora, perante um orçamento que não conhece, que faria o possível e o impossível para o aprovar".

Para Sampaio da Nóvoa, "um candidato a Presidente que dá por garantida a aprovação de um orçamento que ainda não conhece, para apressar a sua eleição, já está a servir mal os portugueses antes mesmo de chegar a ocupar o cargo".

"Não será ainda agora que a direita fará o seu churrasco de novilho"

Antes do candidato presidencial, falou um ministro, o primeiro a fazê-lo no período oficial de campanha. Capoulas Santos veio recordar que "todos os presidentes de Câmara eleitos ou apoiados pelo PS no distrito" estão com Sampaio da Nóvoa. "As suas causas são as nossas causas", disse, apresentando-se "como cidadão ativo e empenhado".

O ministro da Agricultura disse-se esperançado que "não será ainda agora que a direita fará o seu churrasco de novilho", referindo-se a um arraial preparado em 1986 por apoiantes de Freitas do Amaral, que antecipavam a vitória do candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS, quando depois lhes saiu Mário Soares pela culatra.

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