Trabalhadores da Petrogal nas refinarias do Porto e Sines prolongam greves parciais

Os trabalhadores da Petrogal, decidiram prolongar até ao final do mês de abril as paralisações que tiveram inicio em janeiro

Os trabalhadores das refinarias da Petrogal, em Sines e no Porto, decidiram prolongar até final do mês de abril as paralisações parciais que tiveram início em janeiro, disseram hoje a Lusa fontes sindicais.

"A greve tem tido uma boa adesão, pelo que decidimos avançar com o novo pré-aviso, para prolongarmos as paralisações até final de abril", disse à Lusa Rui Ferreira, do Sindicato da Indústria e do Comércio Petrolífero (SICOP).

"Decidimos manter as 32 horas de greve por semana (das 06:00 de sexta-feira até às 14:00 de sábado) na refinaria do Porto e as 48 horas por semana (das 00:00 de quinta-feira até às 24:00 de sexta-feira) na refinaria de Sines", acrescentou o sindicalista.

Rui Ferreira acredita que a estratégia da Petrogal passa por retirar direitos de uma forma progressiva, para evitar uma reação mais determinada dos trabalhadores e para manter a imagem junto da opinião pública.

"Estes cortes nas regalias dos trabalhadores não se justificam, uma vez que se trata de uma empresa que tem tido bons resultados", sublinhou o dirigente do SICOP, que representa cerca de 100 trabalhadores da refinaria do Porto, em Matosinhos.

Uma opinião partilhada por Hélder Guerreiro, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITESUL), que representa mais de 500 trabalhadores da Petrogal na refinaria de Sines e cerca de 2.000 a nível nacional.

Segundo Hélder Guerreiro, os trabalhadores das duas refinarias lutam pela manutenção do Acordo de Empresa (AE), que a Petrogal considera ter caducado no passado mês de outubro, na sequência da nova legislação laboral aprovada pelo anterior governo.

"Entendemos que os direitos dos trabalhadores não caducam", defendeu o sindicalista, manifestando a esperança de que, com o prolongamento dos períodos de greve nas duas refinarias, a administração da empresa regresse à mesa das negociações, tendo em vista a manutenção do AE.

A agência Lusa tentou ouvir a Petrogal, mas fonte da empresa adiantou que não tenciona fazer qualquer declaração sobre o conflito laboral nas refinarias de Sines e do Porto.