"Tinha 15 anos quando visitei a Expo"98. O futuro estava todo lá!"

José Veiga, 35 anos, empresário, sócio e cofundador da euPago, Porto

Tinha 15 anos quando visitei a Expo"98, com os meus pais e outros familiares. Confesso que tudo era novo para mim e deparei-me com algo que considerei imponente e grandioso. Tudo era moderno e novo. Na altura, ao contrário dos dias de hoje, em que as nossas cidades estão apinhadas de turistas, lembro-me de achar curioso ver tanta gente de tantos países diferentes. Foi o meu primeiro contacto verdadeiro com vários países e culturas, com o acréscimo de ser na capital do meu país.

As filas para os pavilhões eram intermináveis...Acho que chegávamos a esperar várias horas para ver certos pavilhões. O futuro estava todo lá!

Aliás, a Expo"98 foi tão futurista que, ainda hoje, mantendo a mesma malha urbana de há 20 anos, considero-a uma zona agradável e de certa forma atualizada, pois existiu um claro planeamento, logo de início, para preparar o pós-Expo.

Embora exista alguma selvajaria na construção urbana, sempre foi um excelente local para serviços e comércio e foi por isso que escolhi essa zona para a filial de uma das empresas que fundei.

A 22 de maio de 1998 abriu portas em Lisboa a Expo"98, com o tema "Os oceanos: um património para o futuro". Até ao dia 30 de setembro, Portugal mostrou ao mundo o resultado da requalificação de uma zona da capital que estava degradada: foi ali, onde hoje é o Parque das Nações, que nasceu uma das melhores exposições mundiais realizadas até à altura. O recinto recebeu mais de dez milhões de visitas e diariamente havia uma novidade para descobrir, fosse nos pavilhões dos países representados, fosse nos locais onde decorriam espetáculos, concertos ou desfiles. Além dos pavilhões temáticos, alguns com filas onde as pessoas esperavam longos minutos para entrar.

São essas experiências que o DN vai recordar diariamente, com testemunhos de quem ali esteve de visita ou fazendo parte dos espetáculos.

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