Teve de dormir na estação por causa do trabalho

Uma funcionária da Servirail, que explora bares da CP, diz-se vítima de retaliação da empresa

Catarina, 29 anos, moradora no Porto e funcionária da Servirail, empresa que explora os bares da CP, diz-se vítima de "retaliação" da empresa, que lhe atribuiu uma escala entre Braga e Lisboa, obrigando-a a períodos de trabalho que se prolongam por 16 horas (num sistema de dois dias de serviço, dois dias de folga), e que já a manteve retida duas noites na estação de Braga, denuncia hoje o JN na suas páginas.

De acordo com o JN, Catarina recorreu ao sindicato e Tribunal de Trabalho em 2017, depois de em 2016 ter terminado um contrato e ter sido mandada embora pela empresa. O contrato que se seguiria obrigaria à sua efetividade na empresa. Em novembro, o tribunal decidiu pela restituição do seu posto de trabalho e ela regressou ao serviço a 2 de janeiro.

É desde então, queixa-se, que está neste regime, que mal lhe permite ver a filha e que por duas vezes, por ter perdido o último comboio entre Braga e Porto, por causa dos atrasos dos comboios, já a obrigou a pernoitar na estação de Braga.

O JN não conseguiu obter declarações da empresa. Junto da Autoridade para as Condições de Trabalho, aquele diário soube que a Servirail está a ser alvo de "uma ação inspetiva desde o início de janeiro" e que, uma vez concluída, "serão adotados os procedimentos adequados".

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