SNS sem internet e mails durante algumas horas por precaução

O desligamento da rede será reavaliado por volta das 22:00

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) desligou esta tarde o correio eletrónico e Internet durante algumas horas como prevenção para o ciberataque em curso em vários países da Europa, mas a medida não afetará os utentes.

Henrique Martins, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), explicou à agência Lusa que não houve "nenhum problema nem nenhum ataque ao SNS ou instituições da Saúde", mas, mesmo assim foi considerado "prudente avançar com esta medida cautelar de ter os e-mails e a Internet temporariamente desligados".

O desligamento da rede será reavaliado por volta das 22:00, disse Henrique Martins, ressalvando que "dentro do próprio SNS, a rede informática da saúde continua a funcionar" estando apenas temporariamente "desligada da Internet".

"O serviço de saúde em Portugal tem um a rede própria privada [Rede Interna da Saúde/RIS] e que pode ser desligada da rede de Internet nestas situações", explicou.

Questionado sobre o eventual impacto desta medida para os utentes, o presidente dos SPMS disse que não se espera qualquer alteração.

"Não estamos a contar que haja impacto nenhum nos utentes: as receitas em papel continuam a funcionar nas farmácias, as prescrições também funcionam. A rede Intranet continua em funcionamento", garantiu.

As comunicações entre serviços de saúde, em momentos de urgência, são sempre feitas por telemóvel e por telefone, logo não se espera qualquer alteração com desconexão da Internet, adiantou.

Em Portugal, afirmou o mesmo responsável ao Público, não há até ao momento registo de qualquer incidente relacionado com o ciberataque que está em curso em vários países. No entanto, a partir das 18h30, vão ser implementadas medidas de precaução e que o serviço de e-mail e Internet vai ser "desconectado" como medida preventiva.

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) informou hoje estar "atento" a um eventual ataque informático, depois do ciberataque que começou na Ucrânia e assumiu larga escala, adiantando que até às 17:00 [de Lisboa] não havia qualquer incidente registado em Portugal.

Um ataque informático que hoje teve início, numa primeira fase, em bancos e empresas na Ucrânia e na Rússia, propagou-se pela Europa Ocidental, tendo também afetado o laboratório farmacêutico norte-americano Merck.

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