UGT considera OE "globalmente positivo"

Carlos Silva congratulou-se com as alterações no Orçamento do Estado para 2016 que resultaram na alteração do paradigma de "sacrificar" sempre os mesmos.

O líder da UGT, Carlos Silva, afirmou esta quinta-feira que o orçamento "dá sinais de futuro para os trabalhadores de menores rendimentos", mas realçou que "não deixa de ser uma projeção".

Carlos Silva garantiu ainda que o orçamento será analisado "como um todo" pela Central Sindical.

No entanto, o secretário-geral da UGT admitiu que, por agora, a alteração de paradigma do orçamento "é, [para a central sindical], suficiente e que tudo o resto será analisado no dia-a-dia".

Por outro lado, a UGT afirma que outro dos pontos que gostaria de ver assumido no orçamento é o "reforço do investimento" público e privado", e defendeu que esse mecanismo é essencial para o crescimento económico, a criação de postos de trabalho e a redução da taxa de desemprego, a que chamou "chaga social".

O secretário-geral adiantou que continuará a exigir uma "discussão profunda e continuada" do Governo com os sindicatos, afirmando que "a política económica e social não se esgota na aprovação do orçamento".

Outros dos pontos apontados por Carlos Silva foi a necessidade da "valorização" da negociação coletiva a todos os níveis, essencial para a construção de soluções para o futuro do país.

Quando questionado sobre os despedimentos no grupo Novo Branco, Carlos Silva sublinhou a necessidade de uma "solução negociada", assumindo que o sistema financeiro em Portugal irá enfrentar "um grande desafio", com "as situações complicadas" entre acionistas do BPI e as questões do Montepio, com a exigências da União Europeia para que a CGD se recapitalize e que o Millennium BCP pague a ajuda do Estado.

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