Secretário de Estado do Ambiente deixa de receber subsídio de alojamento

Governante mantém que a sua residência permanente é em Tavira, mas que usa a casa de Murches, em Cascais desde que foi nomeado

Carlos Martins, secretário de Estado do Ambiente, decidiu prescindir do subsídio de alojamento que estava a receber desde que tomou posse por ter indicado como residência permanente a sua casa de Tavira. O governante mantém, no entanto, "a absoluta consciência da legalidade da atribuição do subsídio de alojamento".

Num comunicado enviado à redações, é feita uma cronologia dos acontecimentos que explica a compra da casa do Algarve, a mudança de residência do secretário de Estado para lá e o posterior convite para integrar o governo e passar a usar a residência de Murches. Carlos Martins recebia 360 euros extra-ordenado por ter a sua residência permanente a mais de 150 quilómetros de Lisboa. No entanto, o governante admitiu que não estava a utilizar a casa de Tavira, mas a de Cascais, tal como avançou o jornal Expresso.

A compra da casa no Algarve esteve relacionada com a nomeação de Carlos Martins para presidente das Águas do Algarve em julho de 2015. A negociação para o empréstimo da casa começou em setembro e a 9 de novembro o secretário de Estado altera a sua morada fiscal e residência permanente para Santa Luzia, Tavira.

Recorde-se que em resposta, ontem ao DN, Carlos Martins admitia que iria prescindir do subsídio porque o empréstimo que tinha feito para a compra da casa o obrigava a ter Tavira como residência permanente.

Agora, vai prescindir do subsídio já que "este injusto caso se alastra e com o objetivo de preservar a minha imagem, o bem-estar dos meus, e a normalidade do funcionamento do Ministério do Ambiente".

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