Secretário de Estado acusa anterior Governo de não ter investido na proteção civil

Desde 2014 que Portugal dispõe de fundos comunitários que poderiam ter sido usados pela proteção civil, mas que o atual Governo diz ter "sido gasto zero"

Jorge Gomes, secretário da Administração Interna, criticou esta quinta-feira, o anterior Executivo por não ter investido, através dos fundos comunitários, qualquer verba no dispositivo nacional de proteção civil.

"No passado não foi feito nada. A nível da proteção civil, dos fundos comunitários, foi gasto zero do atual quadro. O quadro começou em 2014, portanto já devia estar muito dinheiro gasto", acusou.

Em relação ao motivo pelo qual Jorge Gomes considera que que tal aconteceu, respondeu apenas: "Falta de vontade, talvez".

O secretário de Estado, que falou após a cerimónia de apresentação do Plano Operacional Distrital do Porto, na qual participaram entidades de todo o distrito, recordou ainda que o atual Governo conseguiu em poucos meses de governação criar condições para as corporações de bombeiros se poderem candidatar aos fundos comunitários, já em maio, para aquisição de viaturas e remodelação nos quartéis.

Jorge Gomes avançou estarem previstos 60 milhões de euros para aplicar em dois anos, 30 milhões dos quais destinados às corporações de bombeiros. Numa primeira fase, acrescentou, estão assegurados nove milhões para infraestruturas e sete para veículos de combate aos fogos.

Questionado sobre os meios que a proteção civil dispõe para o período de maior risco de incêndios, assinalou que são em dimensão semelhante à do ano passado, ou seja, "os meios considerados suficientes para um ano normal de incêndios florestais", acrescentou.

Em relação ao distrito do Porto, região do país onde ocorre o maior número de ignições, Jorge Gomes mostrou-se agradado com a prontidão com que os meios no terreno têm sabido acorrer aos incêndios.

"No Porto é onde há um maior número de ignições, mas é também no Porto onde essas ignições não se conseguem desenvolver, porque o combate está com uma eficiência extraordinária", exclamou.

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