Sargentos desejam milagres em 2017 após um 2016 que classificam de "Annus Horribilis"

Associação Nacional de Sargentos faz balanço negativo do ano na área socioprofissional da Defesa e Forças Armadas

Os sargentos das Forças Armadas vão lutar para que 2017 "venha a constituir-se num 'Annus Mirabilis' para os militares", depois do "Annus Horribilis" deste ano "para a instituição militar".

Em comunicado divulgado esta terça-feira, sob o título "As palavras e... os atos!", a Associação Nacional de Sargentos (ANS) elencou vários casos que marcaram o ano de 2016 e que "são sinais": as mortes de instruendos no curso de Comandos do Exército; a detenção de militares por alegada corrupção nas messes da Força Aérea; o acidente com uma aeronave C-130 em que morreram três militares ou a demissão do chefe do Exército por causa da alegada discriminação sexual de alunos no Colégio Militar.

Lembrando os elogios que o Presidente da República e o ministro da Defesa têm feito às Forças Armadas e aos militares, a ANS referiu que "dificilmente se compreende esse respeito e consideração quando se apontam como instituições de referência aquelas de que os militares mais queixas têm", como o hospital militar (HFAR) e o Instituto de Ação Social (IASFA).

Note-se que essas duas instituições vivem fases de transição nos respetivos processos de reforma e reestruturação, que no primeiro caso envolveu o encerramento dos quatro hospitais dos ramos para se ter apenas um.

"Os militares e suas famílias continuam a não sentir os efeitos da atual política de reversão e de melhoria de direitos, continuando pelo contrário a sentir os efeitos das políticas do passado", afirmou a ANS, pois "a legislação produzida e aplicável aos militares continua a ser severamente lesiva da sua condição e dos seus direitos".

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