Sampaio da Nóvoa recorda "combatente pela liberdade por todos acarinhado"

Nóvoa suspende ações de campanha durante a tarde hoje. E sublinha "grande perda para todos nós"

O candidato presidencial Sampaio da Nóvoa recordou esta terça-feira Almeida Santos como um "combatente pela liberdade e por todos acarinhado" enquanto presidente da Assembleia da República, antecipando que irá suspender as ações de campanha estar tarde e evitar outros momentos mais festivos.

Depois de um comunicado colocado no Facebook, pelas 2.00 da manhã, no final da primeira ação de campanha desta manhã - uma travessia de catamarã entre Lisboa e Montijo, para sublinhar a importância dos transportes públicos - o candidato disse aos jornalistas que queria "prestar sentida homenagem a Almeida Santos, por tudo o que representa na nossa vida ao longo de várias décadas, na luta pela liberdade, na luta pela consolidação da democracia".

Deixando as suas condolências "aos familiares, aos amigos e aos socialistas, a todos os democratas deste país", Sampaio da Nóvoa sublinhou que a morte do presidente honorário do PS ""é uma grande perda para todos nós". E disse que manteria "o que é o momento central" destes dias, as eleições presidenciais, por ser "também uma forma de honrar o legado, o trabalho e a ação de Almeida Santos".

Durante a travessia, Nóvoa falou aos jornalistas sobre a amizade que existia entre o seu pai, Alberto Sampaio da Nóvoa, e Almeida Santos, da "mesma geração".

Depois do Montijo, o candidato seguiu para os estaleiros da Lisnave, em Setúbal, último ato de campanha de hoje. As visitas a uma escola e a uma universidade sénior foram canceladas. Nóvoa estará depois no debate da noite, na RTP1, com todos os candidatos.

No comunicado da madrugada, Nóvoa escreveu: "Acabei de tomar conhecimento do falecimento, esta noite, de António Almeida Santos, personalidade marcante do Portugal contemporâneo, fundador da nossa Democracia, combatente pela liberdade e por todos acarinhado como Presidente da Assembleia da República exemplar na sua forma de construir consensos e prestigiar o debate democrático."

Sampaio da Nóvoa destaca a morte do presidente honorário do Partido Socialista como um "momento triste" para o país, deixando uma homenagem a "uma das mais emblemáticas figuras da nossa história democrática, uma referência da oposição à ditadura, advogado e jurista de excelência, presidente histórico do Partido Socialista, que nunca faltou à chamada na governação e no serviço público".

António Almeida Santos morreu na segunda-feira com 89 anos, segundo disse à agência Lusa fonte da família.

O corpo do fundador do PS deverá estar em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, mas não haverá cerimónia religiosa, a pedido do próprio, adiantou a mesma fonte.

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