Rosas diz que indefinição do PS "convida à abstenção e abre caminho a Marcelo"

Fundador do BE critica "direita" dos socialistas por ter imposto candidatura de Maria de Belém e elogia... Passos por "chamar à ordem a criatura" Marcelo

Fernando Rosas abriu este domingo uma frente de batalha nas presidenciais. O fundador do BE não criticou os candidatos da área socialista, mas fez duros ataques à direção de António Costa pela indefinição acerca do apoio a uma personalidade na corrida a Belém.

O ex-deputado bloquista falava num almoço com apoiantes de Marisa Matias, em Olhão, dizendo que desta feita "o PS não tem mesmo candidato" e assinalou que é a "primeira vez" que a direção "rosa" "não indica o apoio a um candidato". E se António Sampaio da Nóvoa já estava no terreno, Rosas lamentou que "a direita do PS" tenha imposto "uma candidatura [a de Maria de Belém] na altura em que a direção se preparava para apoiar outro candidato".

Assim, criticou, António Costa "resolveu [a questão] de forma salomónica" não apoiando quem quer que fosse e apontou o dedo a Nóvoa e Belém, sem referir os seus nomes, por "andarem à guerra um com o outro"

Tudo isso, prosseguiu o fundador dos bloquistas, "desmobiliza" o eleitorado e "convida à abstenção". E, pior ainda, no seu entender, "abre o caminho a Marcelo Rebelo de Sousa para chegar com mais facilidade à Presidência da República".

Passos e a clarificação de Marcelo

Por outro lado, Fernando Rosas considerou positivo que Pedro Passos Coelho tenha vindo a terreiro apelar ao voto em Marcelo, depois de "a direita política, social e dos interesses insistir em fingir que não tem candidato" à sucessão de Cavaco Silva. Para o fundador do BE, "o ex-primeiro-ministro veio à liça chamar o candidato, lembrando a Marcelo o que verdadeiramente é, o candidato da direita que impôs quatro anos de austeridade e empobrecimento".

O presente envenenado, no entender de Rosas, "atrapalha" o candidato apoiado por PSD e CDS, "mas clarifica as coisas" e elimina a "demagogia" que o professor tem demonstrado durante a campanha. "Marcelo Rebelo de Sousa esforça-se por evacuar a memória e a política da campanha e reduzi-la a gracinhas e graçolas", apontou antes de deixar um elogio ao presidente dos sociais-democratas - com efeito no professor: "Nós achamos que Passo Coelho fez muito bem em chamar à ordem a criatura."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG