Rio aceita desafio de Santana para debates

O candidato à liderança do PSD diz que as candidaturas têm "condições para conversar e acertar um modelo sensato que defenda a própria dignidade de eleição que está em causa".

Rui Rio respondeu assim a uma carta enviada esta segunda-feira pelo adversário na corrida à liderança do PSD, na qual Pedro Santana Lopes insistia na necessidade de debates entre os dois e, sugeria que ambas as candidaturas à liderança do PSD designem representantes "para poderem chegar a um entendimento, juntamente com os órgãos de comunicação social, sobre a realização de debates".

Na missiva enviada ao adversário político, depois de já ter dito "ok" ao convite para dois frente-a-frente televisivos, Santana advertia Rio que o partido poderá não ter moral para exigir debates ao líder socialista daqui a um ano se não os fizer agora internamente.

O ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já aceitou os convites da SIC para dia 12 de dezembro e o da RTP para 11 de janeiro, segundo apurou o DN junto de fonte da sua candidatura.

Na carta que enviou a Rio, Santana afirma: "O que de nós for eleito Presidente do PPD/PSD terá de debater com António Costa daqui a cerca de um ano. Que moral se terá, nessa altura, para exigir debates, se agora não os fizermos?".

No início da corrida interna para a liderança do PSD, o ex-primeiro-ministro tinha desafiado o antigo presidente da Câmara do Porto para a realização de debates a dois nas distritais sociais-democratas.

Rui Rio rejeitou o repto por considerar excessivos os debates propostos. Agora na resposta ao renovado desafio do adversário afirma que "a carta é pertinente e levanta a questão dos debates de forma sensata e equilibrada, descartando a realização dos 21 debates propostos inicialmente".

O ex-autarca do Porto sublinha ainda que a candidatura de Santana "propõe formalmente um entendimento entre as duas estruturas de campanha, relevando o papel dos militantes, pelo que irá receber uma resposta positiva da parte da candidatura do Dr. Rui Rio. É assim que o tema deve ser tratado e, não, por recurso a sound bites de campanha".

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