Pedrógão Grande: Marcelo, o bispo e um sobreiro símbolo do futuro

O Presidente salientou que nas zonas atingidas pelos incêndios, a presença das dioceses e das paróquias "é fundamental"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, plantou esta segunda-feira um sobreiro na localidade de Figueira, Pedrógão Grande, chamou o bispo de Coimbra a ajudar e enalteceu o papel da Igreja na tragédia dos incêndios.

No pátio da antiga escola primária de Figueira, hoje sede da Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, o chefe de Estado pegou numa pá e, decidido, assumiu o plantio da árvore.

"Já chega senhor Presidente, assim o senhor termina tudo", alertou Nádia Piazza, presidente da associação. Nisto, Marcelo 'descobre' o bispo de Coimbra entre as pessoas que o rodeavam no terreiro da escola e pediu o "contributo" de Virgílio Antunes na tarefa.

"Ponha aí uma pazada", aconselhou o Presidente da República. "É a chamada ajuda do braço secular", retorquiu o bispo de Coimbra.

"Bispo é bispo, tem outra sabedoria", continuou Marcelo, até Virgílio Antunes passar a pá a um habitante local, questionando-o: "O senhor percebe disto?"

Foi a deixa de Marcelo Rebelo de Sousa para "libertar" o prelado daquela função ocasional: "Ande lá meu amigo, termine a obra. Ali um pouco mais para a direita, está um bocado desguarnecido", disse o Presidente da República.

Questionado sobre um eventual regresso à Figueira, para ver se o sobreiro hoje plantado ganhou nova vida, Marcelo Rebelo de Sousa vaticinou que a árvore "vai rapidamente crescer".

"E daqui por oito, nove, dez anos, é o ciclo, já temos aqui um símbolo bem frondoso deste momento agora vivido, com esta colaboração", observou, dirigindo-se ao bispo de Coimbra.

"E que seja um símbolo bem visível do que está a nascer de novo", respondeu Virgílio Antunes, novamente para Marcelo concluir: "Exatamente. É o símbolo desta mudança que se está a dar nesta terra e que significa futuro. Hoje é um dia de lembrança do passado mas sobretudo de construção do futuro", ilustrou o Presidente da República.

Questionado pela agência Lusa sobre a colaboração entre os poderes público e a igreja católica, Marcelo Rebelo de Sousa frisou que em Portugal e, em particular, nas zonas atingidas pelos incêndios, a presença das dioceses e das paróquias "é fundamental e foi fundamental neste período que foi vivido".

"E eu fui testemunha, podia não ter acontecido, fui testemunha de como o senhor D Virgílio, o bispo de Coimbra esteve ali, no terreno, com o fogo ao lado, naqueles dias (?) E essa presença hoje também aqui existiu, por maioria de razão, no dia de Natal", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Ao final da manhã de hoje, Marcelo participou na missa de Natal, em Pedrógão Grande, ladeado pelo presidente da autarquia, Valdemar Alves e por Nádia Piazza. No final da cerimónia religiosa, ainda dentro da igreja matriz, foi alvo das felicitações de dezenas de pessoas, de acordo com um 'circuito' em que os populares que beijavam o menino Jesus aconchegado nas mãos do bispo de Coimbra, de seguida cumprimentavam o presidente da República.

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