Quase 12 mil mortes anuais por doenças cerebrovasculares

Peso relativo das doenças circulatórias baixou dos 30% pela primeira vez, mas as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal, revela o relatório "Portugal - Doenças Cérebro-Cardiovasculares".

Em 2013, último ano para o qual existem dados completos, morreram 11751 pessoas morreram devido a doenças cerebrovasculares - uma média superior a 32 mortes por dia - 1773 das quais por Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e 6099 por AVC isquémico. Um saldo, apesar de tudo, inferior em 1269 mortes ao ano anterior.

Os dados constam do relatório "Portugal - Doenças Cérebro-Cardiovasculares em Números 2015", que está a ser apresentado esta manhã, em Lisboa, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no qual é sublinhado o facto de, pela primeira vez, o peso relativo das doenças do aparelho circulatório (cérebro-cardiovasculares) entre as causas de morte da população ter baixado dos 30%.

"De uma forma global, assistiu-se a uma melhoria de todos os indicadores sobre doenças cérebro-cardiovasculares, como resultado de uma ação combinada das medidas preventivas adotadas e da organização dos serviços de saúde", sustenta a DGS . "Salienta-se o funcionamento adequado das Unidades de Intervenção Coronária Percutânea no Enfarte Agudo do Miocárdio, em articulação estreita com o sistema de assistência pré-hospitalar de emergência (Vias Verdes Coronárias e do AVC)".

Apesar do balanço positivo, o relatório lembra que "as doenças cardiovasculares mantêm-se como a principal causa de morte em Portugal, justificando-se que se mantenham no topo das prioridades no que se refere ao planeamento em saúde".

"Em 2014, só o acidente vascular cerebral isquémico representou cerca de 20 mil episódios e 250 mil dias de internamento", explica, acrescentando que "em termos de comparação com outros países europeus, verifica-se que a mortalidade por doença isquémica cardíaca situa-se abaixo da média europeia, ocupando a mortalidade por doença cerebrovascular posição inversa. Defende-se, por isso, um novo impulso no tratamento do acidente vascular cerebral", conclui.

Um dos objetivos estratégicos deste Programa Nacional é a redução da mortalidade prematura. Ou seja: aquela que se verifica antes dos 70 anos de idade, com anos de vida potencialmente perdidos.

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