PSP detém dono de site que vendia armas ilegais

Negócio foi detetado há nove meses. Pedidos iam de bastões a armas de fogo

A partir da sua casa, com recurso a um computador, um homem criou um site que era uma loja online de venda de produtos diversos mas cuja "mina de ouro" era a venda de armas proibidas, de bastões extensíveis a revólveres, de armas brancas a aerossóis de defesa, que seguiam para clientes de todo o país . Tinha também uma página do Facebook onde os clientes podiam fazer as encomendas. Entre os compradores havia mulheres também e pessoas de várias profissões, incluindo elementos das forças de segurança e militares.

A PSP detetou o negócio ilegal há nove meses depois de monitorizar as redes sociais e encontrar as páginas do suspeito. O Departamento de Armas e Explosivos (DAE) da PSP fez as primeiras buscas e constituiu mais de 20 arguidos entre os clientes há dois meses. Na semana passada terminou a segunda fase da operação Enforce (nome de modelo de bastão extensível) com mais oito compradores de armas constituídos arguidos e 12 buscas domiciliárias e 8 buscas não domiciliárias nos distritos de Lisboa, Setúbal e Porto, foi ontem anunciado.

Esta última operação contou com o apoio da PSP do Porto uma vez que as buscas foram centradas em casas de compradores e escritórios na cidade nortenha. Foram apreendidos um revólver de calibre .32 e 31 munições do mesmo calibre; cinco bastões extensíveis; oito aerossóis de defesa; duas armas brancas; um bastão; uma soqueira;uma arma de ar comprimido com mecanismo para transformação em arma de fogo; um reprodução de arma de fogo bem como munições 6mm e 35 munições de arma de fogo de vários calibres.

"Pela análise da informação e documentação apreendida vamos chegar a mais pessoas", adiantou o intendente Pedro Moura, diretor do DAE da PSP de Lisboa. Para já, o processo crime conta com quase 30 arguidos. Estão todos sujeitos apenas à medida de coação automática, o Termo de Identidade e Residência (TIR), incluindo o dono da loja online onde se vendiam as armas (e que ainda funciona mas para vender outros produtos).

O facto de não ter antecedentes e ter sido colaborante contribuiu para que o juiz lhe fixasse apenas o TIR em primeiro interrogatório porque o tráfico de armas até permite a aplicação da prisão preventiva por ser punido de 2 a 10 anos de prisão.

O diretor da DAE está preocupado com estes negócios: "A internet aberta é um veículo de oferta de muitos produtos ilegais. Para se vender armas tem de se ser armeiro e estar autorizado pelo Ministério da Administração Interna."

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