PSD vai decidir se espera por Santana para Lisboa

Nega do provedor da Santa Casa dada a Passos foi relativa ao timing de julho. Porta para candidatura não está fechada

Santana Lopes deu a primeira nega a Passos Coelho quanto a uma candidatura a Lisboa, mas o PSD ainda não descartou a hipótese de ter o seu ex-líder na corrida à câmara da capital. O não do ex-primeiro-ministro foi relativo ao timing de julho e é por isso que um quarteto social-democrata liderado por Passos vai decidir na próxima semana se espera pelo atual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

Santana Lopes foi sondado para dizer se estava disponível para se assumir como candidato à autarquia até 20 de julho, dia do próximo conselho nacional do PSD. Santana, como explica na edição de ontem do Expresso, disse que perante este calendário não será candidato, mas a porta não ficou fechada se o calendário do partido for outro. "Neste tempo não posso aceitar convites"; "As eleições autárquicas serão em outubro de 2017 e até lá o mundo girará muitas vezes", disse o provedor.

O DN apurou junto de estruturas sociais-democratas que a hipótese Santana não está descartada. E na próxima semana, provavelmente na segunda ou na terça, o líder do PSD, o líder distrital Miguel Pinto Luz, o líder concelhio Mauro Xavier e o coordenador Carlos Carreiras vão ter uma reunião para decidir se avançam com outro nome ou se esperam pela decisão de Santana Lopes.

Para já, Carlos Carreiras ganha tempo. Em declarações ao DN, garantiu que a prioridade neste momento não são os nomes, "mas sim aprofundar os projetos autárquicos que cada candidatura irá apresentar nas próximas eleições".

Em maio, a estrutura distrital e local do PSD apontava como setembro/outubro a altura-limite para ter candidato a Lisboa. O facto de Fernando Medina já estar no terreno - é inevitável uma vez que é presidente da câmara - e as autárquicas serem uma prova de vida de Passos no PSD e a Câmara de Lisboa fundamental para o futuro do partido.

Santana seria um nome do agrado de Carreiras e de Passos, que não teria argumentos para recusar. Santana Lopes - que o DN tentou sem êxito contactar - foi reconduzido à relativamente pouco tempo como provedor da SCML e não quer deixar a ideia de abandonar o barco logo de seguida. Se o PSD só tiver candidato em outubro, há mais tempo para reflexão.

Há dois fatores que, sabe o DN, têm pesado como contras na ótica de Santana. Em primeiro lugar, tem uma excelente relação pessoal com Medina e, em segundo, na SCML gere saúde, educação, ação social, desporto e é quase como se fosse um presidente de câmara-sombra e vereador desses pelouros todos, com dinheiro e sem as complicações da política.

No congresso do PSD, Santana deixou em aberto a possibilidade com um keep cool. Mas o PSD parece ter pressa. Mesmo que não haja já candidatos a Lisboa, Porto e outras cidades importantes, o próximo conselho nacional servirá para definir o perfil do candidato autárquico. Vão ficar definidas situações como se um deputado pode ou não ser candidato autárquico, devendo ser igualmente consagrada a abertura a independentes em quem o partido reveja os seus ideais. As coligações (em particular com o CDS) serão analisadas, caso a caso. O que for de sucesso é para manter.

O PSD acredita que pode recuperar várias autarquias perdidas para o PS e para independentes, em particular na região do Algarve e na Região Autónoma da Madeira.

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