PSD exige explicações à tutela sobre enfermeiros despedidos no hospital Gaia/Espinho

Mais de 20 enfermeiros foram contratados ao abrigo do plano de contingência para a gripe mas foram dispensados antes do prazo previsto

O PSD exigiu hoje ao Governo explicações sobre a situação dos enfermeiros contratados pelo Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) ao abrigo do plano de contingência da gripe, mas que não vão manter-se em funções.

Numa pergunta dirigida ao Ministério da Saúde, o Grupo Parlamentar do PSD exige saber "que medidas tomou o Governo para reverter o despedimento dos enfermeiros contratados pelo CHVNG/E em janeiro de 2018 e agora despedidos".

Em causa estão 12 enfermeiros que foram admitidos na unidade hospitalar referida ao abrigo do plano de contingência e que foram dispensados um mês antes do prazo inicialmente estipulado.

Esta situação provocou um protesto terça-feira à porta do hospital de Gaia, bem como a intervenção e tomadas de posição de vários partidos políticos, sindicatos do setor e da Ordem dos Enfermeiros.

Contactada pela Lusa, na passada sexta-feira, a administração do CHVNG/E referiu que a unidade de saúde contratou "24 enfermeiros através de concurso excecional a termo incerto, apenas para o período de contingência de inverno e simplificado, dada a urgência".

O CHVNG/E explicou que "o número de doentes com necessidade de internamento durante este período foi inferior ao previsto, tendo sido reajustado o número de camas", que passou de 38 para 20, e, "tendo em conta a autorização da tutela", foi decidido "reduzir o número de enfermeiros contratados para este efeito para 13, a partir do dia 12" deste mês.

Hoje, na pergunta dirigida ao ministro Adalberto Campos Fernandes, o PSD considera que esta é uma "situação grave, na medida em que, não só põe em causa a prestação de cuidados de saúde aos utentes do CHVNG/E, como defrauda as legítimas expectativas dos enfermeiros contratados em janeiro passado, alguns dos quais mudaram as suas vidas e vieram inclusivamente do estrangeiro para exercer funções no referido hospital".

"Porque razão não autorizou o Governo a contratação de enfermeiros, pelo Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, no âmbito do Plano de Contingência da Gripe?", é outra das perguntas do requerimento assinado pelos deputados sociais-democratas Miguel Santos, Ângela Guerra e Luís Vales.

O PSD também exige saber se "existem nos serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde outras situações de despedimento de enfermeiros contratados no âmbito do plano de contingência da gripe e que medidas tomou o Governo para garantir a ocorrência de novos casos idênticos aos verificados no CHVNG/E".

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