PS questiona Miguel Relvas sobre a venda do Banco Efisa

As questões feitas pelo Partido Socialista ao ex-ministro do governo de Passos Coelho foram entregues na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa

Quais os negócios que acompanhou como consultor da KapaKonsult ao mesmo tempo que era deputado, "em que circunstância surge associado a um negócio de colocação nos mercados internacionais, pelo Efisa, de cerca de 500 milhões de euros, de dívida da prefeitura do Rio de Janeiro", "o que levou o Estado a injetar 90 milhões de euros no Efisa" e em que circunstâncias "iniciou a sua atividade de consultor na Pivot".

Estas são algumas das 13 questões que o PS entregou ontem na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, e a que o DN teve acesso, e que são dirigidas ao ex-ministro Miguel Relvas a propósito da venda do Banco Efisa à Pivot SGPS.
As questões foram entregues à presidente da Comissão, Teresa Leal Coelho, depois de todos os partidos terem aceite o pedido de Miguel Relvas de responder por escrito sobre a venda do banco. As dúvidas do PS não ficam por aqui. Os deputados querem saber "quais os processos judiciais em curso no Efisa que não transitaram para o processo da venda à Pivot", qual o interesse desta no Efisa "para ter sido criada com o objetivo único de concorrer à reprivatização do banco".

Recordam que Relvas era o ministro da Presidência responsável pelo processo de reprivatização do Efisa e perguntam se confirma "que nesse período as sociedades estatais Parvalorem e Parparticipadas, veículos financeiros responsáveis pela alienação do Efisa, eram geridas por anteriores administradores da Tecnforma", empresa onde Pedro Passos Coelho foi administrador.

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