PS está "confortável" com princípio de recandidatar presidentes de câmara

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, assegura que a estratégia para as autárquicas não levantou problemas dentro do partido.

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, disse hoje que o partido está "absolutamente confortável" com o princípio aprovado pelas estruturas nacionais de recandidatar todos os presidentes de câmara em exercício eleitos em listas socialistas.

"O PS aprovou no seu congresso nacional, ou seja, no órgão máximo do Partido Socialista, o princípio de que todos os nossos presidentes de câmara eleitos pelas listas do partido, que estivessem em condições e quisessem recandidatar-se, serão naturalmente os nossos candidatos", afirmou Ana Catarina Mendes, à margem do jantar de apresentação da cabeça-de-lista socialista à presidência da Câmara de Castro Marim, Célia Brito.

A secretária-geral adjunta do PS esteve hoje no jantar de apresentação pública da candidata à câmara algarvia, realizado num restaurante do concelho, e mostrou-se convicta de que essa é a melhor opção para as eleições autárquicas de 2017, apesar de haver dirigentes de estruturas concelhias, como as de Vila do Bispo e de Barcelos, que se demitiram por divergirem da recandidatura dos respetivos presidentes de Câmara, Adelino Soares e Miguel Costa Gomes.

"E por isso mesmo, foi aprovado como critério pela Comissão Política Nacional, pela Comissão Permanente. Estamos absolutamente confortáveis de que esses são os melhores protagonistas que temos neste momento para desempenhar o combate autárquico que se avizinha", considerou a adjunta do secretário-geral do PS, António Costa, referindo-se aos presidente de câmara do partido em condições de se recandidatarem.

Ana Catarina Mendes considerou que "o PS é um partido democrático" e "aceita com naturalidade as divergências", mas sublinhou que "há uma coisa de que não prescinde, que é de cumprir os seus princípios".

"E os princípios votados pelo órgão máximo do Partido Socialista, que é o Congresso Nacional, são para ser respeitados por todos os dirigentes", assegurou a secretária-geral adjunta.

A mesma fonte justificou ainda a sua presença no jantar de apresentação da candidatura de Célia Brito -- acompanhada do secretário nacional de Organização, Hugo Pires - como um "estímulo e empenho da direção nacional do PS" para alcançar a meta que o partido se propôs "continuar a ser o maior partido do poder local" e "manter a Associação Nacional de Municípios [Portugueses] e Associação Nacional das Freguesias".

Ana Catarina Mendes disse que o PS não quer cumprir esses objetivos "porque interesse o poder pelo poder, mas porque verdadeiramente acredita que o poder local e aquele que é mais capaz de estar próximo das pessoas".

"A candidatura da Célia Brito é uma candidatura que fala por si. A possibilidade de termos aqui hoje tantas pessoas e tão abrangentes do leque partidário mais à esquerda ou mais à direita, ou mesmo dos movimentos de cidadãos que há por aqui, são bem o espelho do que é uma candidata vencedora e abrangente", elogiou Ana Catarina Mendes.

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