Professores de Matemática defendem que descida não é significativa

Associação de Professores de Matemática lembra que a prova deste ano era mais extensa e trabalhosa, considerando as classificações razoáveis

A presidente da Associação de Professores de Matemática (APM), Lurdes Figueiral, defendeu ao DN que a média de 11,2 valores entre os alunos internos, nos exames nacionais de Matemática A, está "dentro de um intervalo de classificação razoável em relação à classificação de frequência", dos alunos, atribuída pelas escolas.

Lurdes Figueiral desvalorizou a quebra de oito décimas em relação à média de 11 valores do ano passado, lembrando que a associação já tinha avisado que as provas deste ano eram mais exigentes: "De alguma forma já o esperávamos, porque o exame era relativamente extenso. Na parte inicial, de escolha múltipla, era extensa, e havia questões trabalhosas", explicou, ressalvando que "tanto o exame do ano passado como o deste ano eram adequados".

Em relação às reprovações à disciplina (feita a média entre a nota de exame e as classificações internas dos alunos), que passaram de 11% para 15%, a professora admitiu que o aumento também poderá estar relacionado com a exigência do exame: "Poderá ter a ver com a fronteira entre a negativa e a negativa. Devido ao exame ter sido mais extenso, isso prejudica mais os alunos que estão ali na fronteira do que aqueles que têm a classificação mais elevada".

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