Portugueses apanhados nas offshores receberam 42 milhões em benefícios fiscais

Grupo Espírito Santo, Fundação Ilídio Pinho, Bial e a Abreu Advogados foram contemplados nos últimos anos com redução da carga fiscal

Diversas sociedades do Grupo Espírito Santo, a Fundação Ilídio Pinho, a Bial e a Sociedade de Advogados Abreu foram contemplados, nos últimos anos, com benefícios fiscais em Portugal. Segundo o jornal i, os quatro alvos portugueses que aparecem nos "Papéis do Panamá" tiveram benefícios fiscais na ordem dos 42 milhões de euros.

Os nomes constam de uma lista publicada pela Autoridade Tributária e Aduaneira sobre as empresas que beneficiaram de apoios fiscais por parte do Estado. Só a várias empresas do antigo Grupo Espírito Santo, foram concedidos 39,6 milhões de euros em apoios fiscais. Já a Fundação Ilídio Pinho recebeu 1,2 milhões, enquanto à Bial foi concedido um apoio de 1,2 milhões. A Abreu Advogados recebeu 232 mil euros.

Entretanto, depois de ter negado qualquer ligação aos "Papéis do Panamá", novos documentos revelaram que lídio Pinho utilizava uma offshore através da sua fundação. A Fundação Ilídio Pinho foi criada em maio de 2000, tendo sido dotada com quase 50 milhões de euros de contribuições da IP Holding SGPS SA, o grupo empresarial de Ilídio Pinho. Ainda que tenha decidido colocar o seu património na fundação, o empresário continuou com os negócios, tendo mantido uma participação na Companhia Elétrica de Macau e uma posição de acionista na EDP,

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