Portugal com anormal número de incêndios: "Os números são preocupantes"

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, considerou hoje que Portugal tem registado um anormal número de incêndios, fora da época de risco máximo, no entanto, tem-se verificado uma "boa capacidade de resposta operacional".

"Os números são preocupantes porque neste primeiro trimestre tivemos um número anormalmente elevado de ignições. Neste momento, temos tido uma boa capacidade de resposta operacional, como se tem verificado, apesar do elevado número de ignições", sustentou.

A representante do Governo, que marcou presença na cerimónia de inauguração do quartel dos Bombeiros Voluntários de Cinfães, sublinhou que o elevado número de incêndios fora da época de risco máximo não se deve apenas às condições meteorológicas adversas e propícias à propagação de fogos.

"É necessário que as pessoas tenham consciência de que nestas alturas, embora não estejamos na época de risco máximo de incêndios, também se devem adequar comportamentos, nomeadamente no que diz respeito às queimadas e outro tipo de comportamentos que podem originar incêndios de alguma dimensão", referiu.

Aos jornalistas, Constança Urbano de Sousa garantiu que, apesar do elevado número de incêndios, tem sido registada "uma boa capacidade de resposta operacional".

A capacidade de reação das forças que estão implementadas hoje e todo o dispositivo no terreno tem sido eficaz

Já antes da inauguração do Quartel dos Bombeiros de Cinfães, na sua intervenção na Câmara Municipal de Cinfães, a ministra da Administração Interna destacou o papel que cada cidadão tem na prevenção dos incêndios florestais.

"Somos os primeiros agentes de proteção civil. Temos de interiorizar que a proteção civil começa em cada um de nós", apontou.

O investimento global no quartel dos Bombeiros de Cinfães rondou os 1,4 milhões de euros, suportados maioritariamente por fundos comunitários.

Para além da comparticipação comunitária, o investimento no quartel contou ainda com um investimento de cerca de 165 mil euros por parte do Município de Cinfães e de 260 mil euros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cinfães.

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