PodShare, o viver sem privacidade

E se não se importar de viver num "pod" (casulo) em vez de num quarto? Um espaço sem cortinas ou outras barreiras. Há uma empresa que trata disso

Antes da explosão dos empreendimentos de co-living, apareceu em Los Angeles um conceito que fica a meio caminho e tem características únicas. Chama-se PodShare e foi criado por Elvina Beck, em 2012, quando tinha 27 anos e estava farta de estar sozinha.

Nestes empreendimentos não há quartos, divisórias nem cortinas. As pessoas dormem em pods, que são espaços com cama, televisão, candeeiro e tomadas, dispostos em forma de beliche (mas sem ter bem esse formato). É proibido usar cortinas ou qualquer barreira que impeça a visibilidade para os espaços, o que à partida parece ser estranho.

Elvina explica: "Se permitirmos cortinas, as pessoas podem comportar-se de forma menos apropriada." A fundadora, que vive num destes pods, revela que nunca houve problemas com roubos em quase seis anos de operação. "O plano aberto faz que seja mais seguro", diz. Qualquer pessoa pode passar a qualquer momento no piso de cima ou de baixo e apanhar um ladrão. "Eu diria que é mais seguro do que hostels ou quartos, porque ninguém pode fechar a porta atrás de si e tentar fazer-lhe mal."

A diferença deste formato em relação aos outros é que a PodShare permite estadas avulsas, de apenas uma noite (o que não é possível em nenhum dos outros). Custa 50 dólares por noite, 280 por semana ou mil por mês. A pessoa pode simplesmente ir continuando a sua estada com reservas de curto prazo. Há para todos os casos.

Uma grande vantagem é que os membros podem circular entre as várias localizações PodShare sem pagar mais, tal como num ginásio que tem várias instalações. Isto significa que um membro pode passar uma semana em Venice, junto à praia, outra em Los Feliz, outra em Hollywood e outra em Downtown Los Angeles. A empresa abriu também recentemente uma casa em Westwood, que tem quartos para quem esteja adoentado, por exemplo, ou queira ter uma noite de intimidade.

Elvina Beck recusa a comparação a hostels porque acredita que criou um conceito que vingará no futuro. "A nossa missão é acomodar o cidadão global, em que as barreiras são derrubadas."

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