PJ com ordem para arrestar mais de mil milhões em contas suspeitas

Despacho do juiz Carlos Alexandre visa contas de pessoas singulares e empresas relacionados com o Grupo Espírito Santo

O Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária está a apreender, desde a sexta-feira passada, saldos de contas bancárias controladas por antigos responsáveis do Grupo Espírito Santo (GES) que estão indiciados pela prática de vários crimes. A notícia é avançada esta terça-feira pelo Jornal de Notícias, que indica que o objetivo desta operação é arrestar mais de mil milhões de euros.

O despacho na origem dos arrestos foi emitido pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, que identificou as contas bancárias em causa na banca nacional; em algumas, os titulares são pessoas singulares, outras são de empresas.

De acordo com o JN, algumas das contas são controladas por suspeitos que só agora foram identificados com o decurso da investigação; outras pertencem a empresas que estão a ser alvo de planos especiais de revitalização (PER).

Em maio de 2015, a investigação às atividades do Grupo Espírito Santo já resultara no arresto preventivo de bens imobiliários, uma medida de "garantia patrimonial que visa impedir uma eventual dissipação de bens" dos arguidos, para que não seja colocado em causa o pagamento de indemnizações em caso de condenação.

O JN assinala, porém, que no que diz respeito ao arresto de saldos bancários, não será fácil reunir o montante apontado pelo juiz Carlos Alexandre.

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