Passos rejeita "desforra" e pede auditoria externa ao Banif

Líder do PSD recusa utilizar sistema financeiro para fazer "desforras políticas".

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, justificou esta tarde a abstenção, dizendo que não usa "matérias relativas à estabilidade financeira para fazer desforras políticas". O social-democrata utilizou mesmo a expressão "ninguém mais do que eu", para dizer que a vontade para dar a mão ao PS era pouca, mas recusa-se a sacrificar o interesse nacional para se vingar do PS.

Passos Coelho voltou a dizer que não teria uma solução "radicalmente diferente", mas não votou a favor porque tem "muitas dúvidas do processo". Lembrou ainda que a alternativa à resolução era a "liquidação total" e disse que também teria encontrado comprador nas atuais circunstâncias (em que o Estado assume parte do risco): "Para resolver assim, podíamos ter sido nós". Além disso, disse que "começa a ser lastimável que o governo se desculpe com o anterior governo para as decisões que está a tomar".

Tal como Luís Montenegro já tinha feito no hemiciclo, Passos Coelho pediu uma "auditoria externa que de forma independente analise todo o processo", pois "não são as comissões de inquérito que fazem auditorias financeiras".

Sobre o aumento do salário mínimo nacional, Passos Coelho disse ser "muito significativo que quem sempre acusou o governo anterior de falta de diálogo", tenha ignorado o diálogo em sede de concertação social. O líder social-democrata teme que o aumento do salário mínimo pode levar a que "muitas empresas tenham dificuldades em suportar esses custos".

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