Passos: O "dr. Rebelo de Sousa" não deve ser "instrumentalizado"

Sobre ausências de Rio e Morais Sarmento: "Só faz falta quem cá está"

O presidente do PSD disse hoje à chegada do segundo dia do 36º Congresso do PSD que "não deve haver instrumentalização do Presidente da República por parte de ninguém", após ser questionado sobre a proximidade entre Belém e o governo. Em Espinho, tal como ontem, Passos voltou a referir-se várias vezes a Marcelo como o "doutor Rebelo de Sousa".

Sobre o facto de Marcelo apoiar a intervenção de António Costa na banca, Passos foi claro: "Felizmente, penso pela minha cabeça, não pela cabeça do senhor Presidente". O presidente social-democrata admitiu ainda que "o Presidente Cavaco Silva não é igual ao Presidente Rebelo de Sousa: cada um tem o seu estilo".

Passos, que tem tido um discurso que vai pouco de encontro com a social-democracia pura, rejeita ser um liberal por defender que Costa não deve intervir na banca. Para o presidente do PSD, "não se trata de ser liberal, nem de ser social-democrata, trata-se de defender a independência dos poderes públicos."

Sobre o facto de críticos como Nuno Morais Sarmento ou Rui Rio não estarem presentes no Congresso, Passos disse que não sente "falta de ninguém", pois sente-se "muito bem acompanhado no PSD" e atirou: "O meu pai costumava dizer: Só faz falta quem está".

O meu pai costumava dizer: Só faz falta quem está

Quanto à falta de pluralismo, Passos lembrou que é "presidente do PSD desde 2010 e sempre ouvi críticas, mas nunca me faltou apoio dentro e fora do partido".

Passos Coelho chegou ao congresso por volta das 11:30, acompanhado do secretário-geral Matos Rosa. Cerca de 50 metros à frente dois dos vice-presidentes mais influentes, Marco Antónmio Costa (pela força que tem no aparelho) e Jorge Moreira da Silva (pela proximidade ao líder e pela influência na doutrina), chegaram juntos à nave de Espinho onde decorre o congresso.

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