Passos diz que "pediu reação moderada" do PPE à mudança do governo português

Passos defende que o governo de Costa deve agora mostrar que está comprometido com o "processo de construção europeia"

Pedro Passos Coelho considerou esta quinta-feira que a reação dos membros do Partido Popular Europeu, de que faz parte por exemplo Angela Merkel, foi moderada, tal "como de resto" ele próprio "solicitou". Na primeira visita a Bruxelas, desde que deixou de ser primeiro-ministro, Passos afirmou que "não há razão" para o PPE intervir sobre matérias relacionadas com a "soberania portuguesa".

"O PPE reagiu com moderação como, de resto, eu solicitei que fizessem", afirmou Passos Coelho, considerando ainda que "não há nenhuma razão para que o PPE tenha, sobre matérias que respeitam à soberania portuguesa, nenhuma intervenha particular

Mas o antigo primeiro-ministro afirma que os membros da família política europeia a que pertence o PSD e o CDS-PP, não ficaram indiferentes ao processo de transição democrática em Portugal.

"Manifestaram alguma apreensão, pela forma como em Portugal o governo aliou forças que são anti-europeias, no apoio ao próprio governo. E, creio que isso esteve na origem de preocupações, não apenas aqui em Bruxelas e na Europa, mas também em Portugal. Mas não mais do que isso", considerou Passos Coelho, que pela primeira regressa a Bruxelas desde que a 26 de novembro deixou de ser primeiro-ministro.

Passos defende ainda que o governo deve agora mostrar que está comprometido com o "processo de construção europeia", mas entende que ainda é cedo para perceber se é esse o rumo do executivo.

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