Passos Coelho critica "agenda revanchista" do Governo de Costa

Antigo primeiro ministro acusa governo de ter "uma agenda"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, criticou esta segunda-feira a "agenda revanchista" do Governo, que durante o último ano optou por "cavar debaixo dos pés" ao reverter "uma série de medidas de natureza estrutural" do executivo anterior.

"Um Governo que queira estar apostado numa agenda que traga crescimento e confiança para futuro tem que ser menos revanchista e tem que construir mais em cima daquilo que recebeu e este entendeu andar sempre a cavar debaixo dos pés, foi a sua escolha", criticou Pedro Passos Coelho, que falava durante um jantar da distrital do PSD/Porto.

Para o líder social-democrata, "há muito de intencional de revanchismo nesta ideia de querer justificar a presença de um Governo com esta maioria, com esta composição maioritária, porque era necessário o país respirar".

"Esta solução de Governo teve uma agenda (...) profundamente revanchista", salientou Passos Coelho, recordando, em jeito de balanço de 2016, que "foi um ano em que o executivo e a maioria se afirmaram contra o Governo anterior".

Destacou ainda como "o governo e a sua maioria estiveram também a reverter uma série de medidas de natureza estrutural", o que, disse, "ainda é pior porque isso atrasa para futuro a recuperação" que o executivo PSD/CDS que liderou estava a fazer.

"Não creio que houvesse uma necessidade extrema de um novo Governo se afirmar contra o anterior só porque o anterior tinha procurado tirar o país da bancarrota e, por isso, executado um programa difícil", salientou.

Ainda sobre o ano passado, referiu que 2016 "terminará com um crescimento económico superior àquele que o Governo por fim reviu", mas, ainda assim, "foi um ano com pior desempenho económico que o ano anterior".

"Não só foi pior que 2015, como foi muito pior do que aquele que foi observado em Espanha, na Irlanda (...), países que também passaram por circunstâncias particularmente adversas", assinalou o presidente do PSD, para quem Portugal está a "ficar para trás".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG