Livre quer convergência nas autárquicas contra regresso da direita

Livre diz que a estratégia do partido poderá passar pela apresentação de candidaturas próprias, pelo apoio formal a candidaturas de outros partidos progressistas e de movimentos de cidadãos ou ainda pela participação em coligações

O partido Livre apelou hoje a uma convergência entre "partidos progressistas e movimentos cívicos", em Lisboa, nas autárquicas de 2017, com vista a impedir "o regresso de uma gestão da direita à capital".

"Para as próximas eleições autárquicas de 2017, o Livre reforça a importância de uma convergência, nomeadamente em Lisboa, entre os partidos progressistas e movimentos cívicos para que se crie uma plataforma local que impeça o regresso de uma gestão da direita à capital", diz nota do partido hoje revelada, no dia em que decorreu o V Congresso do Livre, subordinado ao lema "Cidadania Política Ativa: Democracia em formação".

Em todo o território nacional, frisa a força política, a estratégia do Livre no sufrágio autárquico do próximo ano "poderá passar pela apresentação de candidaturas próprias, pelo apoio formal a candidaturas de outros partidos progressistas e de movimentos de cidadãos ou ainda pela participação em coligações".

Na congresso de hoje, a direção do Livre ficou mandatada para "encetar contactos oficiais com o Partido dos Verdes Europeus e também com os novos movimentos progressistas pela democratização da União Europeia", afirmando assim a vontade do partido "de fazer parte da transformação da UE a partir de dentro".

Foi também hoje aberto o processo de primárias para a constituição de uma lista candidata às eleições deste ano nos Açores.

O encontro de hoje do Livre homenageou as vítimas do atentado recente em Orlando, a deputada britânica pró-europeia e defensora dos direitos humanos Jo Cox, "brutalmente assassinada na passada semana", e os milhares de refugiados "que todos os dias tentam chegar às fronteiras europeias para salvar as suas vidas".

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