Parlamento mantém agenda durante dias de luto

PSD e CDS recusaram adiamento, BE e PCP pediram consenso para adiar. Não houve. "Amanhã teremos oportunidade de confrontar o senhor primeiro-ministro", avisaram centristas

A Assembleia da República não vai alterar a sua agenda parlamentar para estes três dias de luto nacional, mantendo para esta quarta-feira o debate quinzenal com o primeiro-ministro que estava já programado. Não haverá luto, mas sim confrontação: "Amanhã teremos oportunidade de confrontar o senhor primeiro-ministro", apontou o deputado centrista Telmo Correia.

PSD e CDS recusaram adiar os trabalhos parlamentares, BE e PCP pediram consenso para aceitar o adiamento (como confirmou o secretário da mesa António Carlos Monteiro) e, sem esse consenso, o PS ficou sozinho a pedir o adiamento. Era "razoável" que o Parlamento adiasse os seus trabalhos, apontou o líder parlamentar socialista, Carlos César.

Quando da tragédia de Pedrógão Grande, os três dias de luto mexeram com a atividade parlamentar. Em junho, o luto também decretado por três dias levou ao adiamento das reuniões e conferências previstas para a terça-feira seguinte, na quarta-feira seguinte houve uma sessão evocativa e, findo o luto, a agenda foi reajustada.

Agora não. Heloísa Apolónia, dos "Verdes", lamentou a "intransigência muito grande" do PSD e CDS e o facto de "pouco ou nada se alterar" nos trabalhos parlamentares durante os dias de luto. Segundo o centrista Telmo Correia, é importante manter a agenda parlamentar para obrigar António Costa a responder às perguntas das bancadas.

Já o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, cancelou a sua agenda para os dias de luto.

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