Pai de Paulo Portas entra na campanha de Nóvoa

Em terras do Alto Minho, de onde é natural, Sampaio da Nóvoa recusou ainda responder à subida de tom de Belém

O arquiteto Nuno Portas entrou este sábado na campanha de Sampaio da Nóvoa para reiterar o seu apoio ao antigo reitor da Universidade de Lisboa. Um apoio com poucas explicações: "Porque sim", disse aos jornalistas - e sorriu. "Há muitas pessoas interessantes, mas esta [Sampaio da Nóvoa] é a que tem mais capacidade para aquilo que pode acontecer nos próximos tempos", acrescentou.

Falando aos jornalistas, no Museu Alvarinho, em Monção, Nuno Portas, pai do líder do CDS Paulo Portas, disse que "seria benéfico" que acontecesse uma segunda volta e gostaria de ver Nóvoa em Belém. Para Nuno Portas, que conhece o candidato presidencial da Universidade de Lisboa, já sabia que "era uma pessoa capaz, dentro da área socialista", recusando que resultasse qualquer "desastre" com qualquer um dos candidatos, fosse Nóvoa, fosse Marcelo Rebelo de Sousa.

Nuno Portas recusou-se comentar a saída do filho da presidência do CDS, lembrando aos jornalistas que "nunca tiveram as mesmas orientações". No entanto, reconheceu, Paulo Portas "fez um bom trabalho, dentro do estilo dele e do que ele pensa".

Nóvoa: "Sei bem quem são os meus adversários"

Já Sampaio da Nóvoa insistiu que os seus adversários são Marcelo Rebelo de Sousa e a abstenção, quando confrontado pelos jornalistas com a acusação do campo de Maria de Belém (primeiro por Manuel Alegre, na noite de sexta; e depois por Vera Jardim, hoje em Fafe) de que a sua campanha está a usar as estruturas socialistas.

"Sei muito bem quem são os meus adversários", disse aos jornalistas em Valença, a sua terra natal, nomeando Marcelo e a abstenção. "Estou a fazer campanha desde a primeira hora com quem se quis juntar a esta campanha", dizendo-se "muito contente" com o apoio de gente do PS e de outros partidos.

E Nóvoa recusou-se a apontar o dedo à candidata Maria de Belém, que foi a presidente socialista no consulado da direção de António José Seguro. "Nunca me ouvirão, em momento algum, fazer qualquer gesto" que coloque em causa a convergência à esquerda numa eventual segunda volta.

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