O museu abriu só para Marcelo, que virou a página de Cavaco

Candidato disse que, até 9 de março, quaisquer considerações sobre o relacionamento com governo socialista serão "prematuras"

São quase honras de chefe de Estado. O museu de Foz Côa - que fecha às segundas-feiras - abriu esta manhã só para receber Marcelo Rebelo de Sousa, que disse ser "prematuro" comentar o relacionamento com António Costa caso seja Presidente.

Marcelo assinou o livro de visitas do museu, num ato cheio de simbolismo. O último a assinar o livro - na página imediatamente antes - foi o atual Presidente da República, Cavaco Silva, e logo no dia de aniversário de Marcelo: 12 de dezembro. "Um bom sinal? Um bom augúrio?". Marcelo sorriu.

O candidato presidencial escreveu que "a utopia comanda a vida e vence o ceticismo apresentado como realismo." O ex-presidente do PSD explicou depois que "se não tivesse sido a utopia, não tinha existido este museu, nem esta arte."

Questionado sobre se foi essa utopia que permitiu o Governo de Costa, Marcelo recusou o paralelismo. E despiu a pose de pré-Presidente para dizer: "Até 9 de março, quaisquer que sejam as considerações sobre o relacionamento do Presidente com o governo são prematuras".

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