O "cocheiro frustrado" com "cavalos cansados"

Pinto Balsemão compara Pedro Passos Coelho a um cocheiro abatido que puxa um coche a necessitar de renovação

Imagine uma corrida de cavalos com apenas dois coches. Essa corrida dá pelo nome de situação política do país - neste caso Portugal - e os cocheiros encontram-se em apuros: um, António Costa, tem dificuldades em comandar as rédeas, e o outro, Passos Coelho, "está frustrado".

Esta foi a metáfora utilizada pelo ex-primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão para analisar o momento político que se vive em Portugal. Em declarações no programa A Três Dimensões, da Rádio Renascença, Balsemão não poupou o partido que ajudou a fundar, comparando-o a um coche com cavalos cansados, que necessitam de ser trocados.

Para Balsemão, Pedro Passos Coelho é um "cocheiro frustrado" por ter vencido uma corrida e "não ter tido os louros". Para Pinto Balsemão o líder do PSD precisa "de renovar o seu pessoal" e também "de um regresso às raízes sociais-democratas".

A possibilidade de algumas mudanças na estrutura dirigente não é um assunto novo no PSD, o próprio Passos Coelho, no início deste mês, num encontro com jornalistas, admitiu que poderia, em breve, haver reajustes na direção.

Insistindo sempre na metáfora da "corrida de cavalos", o empresário fundador do jornal Express não arrisca nenhuma aposta no cavalo vencedor, mas deixa uma previsão: será conhecido o vencedor entre Passos Coelho e António Costa "quando se começar a preparar o Orçamento para 2017". E, nesse momento, o "comissário de pista vai ser a União Europeia", concluiu Francisco Pinto Balsemão, que foi indicado por Passos para o único lugar do PSD no Conselho de Estado.

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