Nova presidente da Raríssimas diz que situação é "muito grave" e pede apoios

O apelo é dirigido aos mecenas, que podem salvar a instituição. O carro topo de gama da Raríssimas foi devolvido esta semana

Se não fosse o apoio do Estado e da Segurança Social para garantir o acompanhamento e tratamento dos 247 utentes, a associação Raríssimas já não existia, neste momento. Essa certeza foi deixada pela nova presidente da associação Raríssimas, Sónia Margarida Laygue, numa conferência de imprensa em Lisboa, esta manhã, na qual revelou que a situação interna é "muito grave" e apelou à ajuda de todos os portugueses, principalmente dos mecenas, para salvar a instituição.

Sem referir valores ou que impacto quantitativo teve a "quebra dos apoios por parte de vários mecenas desde o escândalo que abalou a instituição, a presidente da Raríssimas disse que encontrou a associação numa situação "muito delicada." Para restaurar a confiança dos mecenas, a nova direção já nomeou "um interlocutor que vai fazer o seguimento dos donativos e informar os mecenas dos mesmos". E estão a decorrer reuniões com alguns desses patrocinadores, referiu.

Na conferência de imprensa marcada para assinalar o primeiro mês da nova direção, a presidente revelou que tiveram de ser feitos alguns cortes, como uma viatura que tinha "um custo não aceitável" e serão ainda feitas "restrições a carros de funções" e ainda em alguns aumentos salariais que não vão avançar. "As dívidas com os fornecedores estão a ser negociados e os salários a serem pagos", afirmou.

No início desta semana, Sónia Margarida Laygue já tinha devolvido o carro topo de gama que ainda estava na Casa dos Marcos e que era conduzido por Paula Brito Costa. O veículo custava 921 euros/mês à associação, "um custo mensal desnecessário e não aceitável para uma associação sem fins lucrativos".

"A Instituição está numa situação delicada financeiramente", sublinhou Sónia Laygue, adiantando que a nova direção já está a mudar o modelo de gestão de centralizado, como era no tempo de Paula Brito e Costa, para um "comité de direção" que implica até a introdução de peritos nesse órgão.

Também será promovida "uma auditoria global à Raríssimas, para a qual estão já a receber propostas de empresas externas interessadas em fazê-la. A auditoria financeira à instituição irá ocorrer em março.

A presidente instou os portugueses a ajudarem a Raríssimas através de donativos, "ou inscrevendo-se como sócios ou até voluntários da instituição", ou ainda, consignando 0.5% do IRS para a instituição.

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