"Não fui constituído arguido", garante Rocha Andrade

Rocha Andrade reafirmou que ontem de manhã pediu por fax ao MP para ser constituído arguido

O secretário de Estado acha que vai ser constituído arguido pelo MP mas até agora, segundo garante, não o foi. "Não fui constituído arguido", garantiu o (ainda) titular dos Assuntos Fiscais, numa audição, sobre offshores, que está a decorrer na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

"Até às 10.00 da manhã de hoje não fui notificado", afirmou ainda, recordando que o comunicado de ontem à tarde emitido pela Procuradoria-Geral da República não diz que já era arguido mas sim que havia uma "determinação" nesse sentido e "diligências para a concretização desse despacho".

O Ministério Público esclareceu ontem à noite que o despacho que determinou a constituição como arguidos dos três secretários de Estado data de quinta-feira, "encontrando-se em fase de cumprimento e estando as notificações em curso".

"O despacho do Ministério Público que determinou a constituição de arguidos dos secretários de Estado agora exonerados foi emitido na sequência e no âmbito da investigação. Tem data de 06 de julho, encontrando-se em fase de cumprimento, estando as notificações em curso", disse à agência Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

Entretanto, "no decurso do dia de hoje, chegaram aos autos requerimentos dos visados solicitando a constituição como arguidos", remata a PGR.

Rocha Andrade reafirmou hoje que ontem de manhã pediu por fax ao MP para ser constituído arguido. E recusou depois responder a mais perguntas sobre o assunto, argumentando que o tema da reunião é a questão dos offshores e não o caso das viagens pagas pela Galp ao Euro 2016 no verão do ano passado.

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