Na terra de Passos, Marcelo diz que "não é bom" tê-lo na campanha

Candidato presidencial afirmou que líderes partidários na campanha "não é bom para ninguém". Insiste que dispensa uma segunda volta

O período oficial de campanha de Marcelo arrancou esta manhã na terra de Passos Coelho (Vila Real), mas o candidato presidencial recomendado por PSD e CDS fez questão de dizer que a presença do líder partidário na campanha "não é bom para ninguém, nem para os candidatos, nem para os partidos". O DN, na edição de hoje, avançava que Passos e Portas não participarão na campanha.

Pela manhã, Marcelo destacou ainda que "uma coisa boa desta campanha é que existe uma grande independência das campanhas, uma maior autonomização em relação aos partidos".

Sobre o facto do arranque ter sido feito em Vila Real, Marcelo explicou que foi uma mera coincidência: "Não é nada estranho, porque eu sou de perto, de Celorico de Basto." O professor pôs ainda o ónus no líder do PSD, dizendo que percebe que "[Passos Coelho] não queria misturar a sua posição partidária com a minha presidencial", considerando esta decisão "lógica", "inteligente", "respeitável e sensata". Quando questionado sobre o facto ter estado, em Vila Real, ao lado de Cavaco Silva em 2006, Marcelo lembrou que líderes como Marques Mendes e Fernando Nogueira (que apanharam as outras presidenciais) ou não apareceram ou só o fizeram quase no fim da campanha.

Marcelo escolheu a pastelaria Gomes, onde ofereceu e foi provando bolos. E justificou o porquê de estar a exagerar no açúcar: porque não conta voltar à Gomes. "Estou a comer já, para não haver segunda volta", insistiu o professor.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG