Moreira da Silva abandona funções de deputado a 31 de outubro

Vice de Passos Coelho vai para a OCDE a 1 de novembro. Líder do PSD fica sem número 2 e eventual alternativa para Câmara de Lisboa

Jorge Moreira da Silva deixa de ser deputado e de ter funções partidárias a partir de 31 de outubro - para assumir novas funções a 1 de novembro como diretor-geral de Desenvolvimento e Cooperação da OCDE - confirmou esta quarta-feira o vice-presidente do PSD em comunicado remetido à comunicação social. A saída de Moreira da Silva já era conhecida desde o fim de semana.

"Dada a incompatibilidade de funções, terei de resignar, a partir de 31 de outubro, às funções de deputado à Assembleia da República, assim como de primeiro vice-presidente do PSD (função que venho exercendo desde 2010)", escreveu agora o próprio.

Com esta saída para um cargo cujo mandato é de pelo menos três anos, o deputado inviabiliza também a possibilidade de ser um nome alternativo ao de Santana Lopes, caso o provedor da Santa Casa recuse a hipótese de se candidatar à Câmara de Lisboa.

Na carta, Moreira da Silva deixa uma palavra pela "honra" por "ter colaborado de forma muito próxima, tanto no PSD como no governo, no projeto liderado por Pedro Passos Coelho", por quem diz ter "uma grande admiração" e em quem deposita as suas "maiores esperanças". E estende um agradecimento "aos militantes e dirigentes nacionais, distritais e concelhios do PSD e aos eleitores do círculo eleitoral de Braga", por onde foi eleito nas últimas eleições legislativas.

Por fim deixa uma nota de agradecimento ao "apoio dado" à sua candidatura pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, nomeadamente ao ministro Augusto Santos Silva, apesar de Moreira da Silva se ter candidatado a título individual.

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