Ministro só reverte decisões anteriores se custos forem inferiores aos benefícios

Azeredo Lopes diz que vai manter na reforma das Forças Armadas o que tem um custo "superior à perfeição da correção".

O ministro Azeredo Lopes afirmou esta terça-feira que só fará mudanças na política de Defesa do governo anterior se a avaliação prévia concluir que os benefícios superam os custos da decisão.

"É minha obrigação e sem qualquer complexo manter aquilo" em que, embora discordando do que o governo anterior fez, o "custo de alteração seria superior à perfeição da correção", sublinhou o governante na sua primeira audição perante a Comissão parlamentar de Defesa.

"É uma questão de gestão de recursos escassos", frisou Azeredo Lopes, dando o exemplo das indústrias de Defesa como uma das "zonas onde há afastamento em relação" ao antecessor, José Pedro Aguiar-Branco.

"Se a relação custo/benefício da decisão não for negativa", o setor "deve ficar com uma participação pública relevante ou significativa", frisou o ministro da Defesa.

Azeredo Lopes enfatizou também que vê a Defesa como "um instrumento da política externa" do Estado e não como um departamento governamental que deve ter uma diplomacia paralela à do Palácio das Necessidades.

O ministro da Defesa sublinhou ainda que vai aprofundar o que "é comum" aos três ramos das Forças Armadas nas áreas do Ensino e da Saúde militares, mantendo separado o que noutras áreas afeta a identidade própria de cada ramo.

Azeredo Lopes, sem querer falar no orçamento, admitiu o reforço das verbas afetas às Forças Nacionais Destacadas (FND), até porque constitui "uma forma económica" de o Estado "conseguir efeitos positivos na formação e qualificação dos quadros das Forças Armadas".

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