Ministro das Finanças sublinha necessidade de estancar emigração

Mário Centeno falou sobre as consequências da redução da população ativa no crescimento da economia

O ministro das Finanças, Mário Centeno, sublinhou hoje, em Paris, a necessidade de estancar a emigração portuguesa para "retomar o caminho de crescimento da população ativa".

"Tenho vindo a referir há bastante tempo aquilo que é o impacto negativo sobre a conjuntura económica portuguesa de termos uma sucessão já muito grande de trimestres - já são mais de 17 trimestres - em que a população ativa se reduz. E ela reduz-se precisamente por via dessa emigração. É necessário primeiro estancar esses fluxos [de emigração] e isso já está a acontecer", disse Mário Centeno.

O ministro das Finanças precisou que "no trimestre passado, a evolução da população ativa foi mais alinhada com essa evolução", sublinhando, ainda, que "é necessário retomar o caminho de crescimento da população ativa e esse é um aspeto muito importante para a capacidade de recuperação da economia portuguesa".

Mário Centeno falava aos jornalistas na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), onde participa, esta terça e quarta-feira, no fórum anual da instituição e na reunião ministerial do Conselho desta organização, no âmbito da Semana OCDE 2016.

A Semana OCDE 2016 vai contar ainda, esta quarta-feira, com o ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral, num evento que junta ministros, peritos internacionais e figuras destacadas do mundo académico e empresarial e da sociedade civil.

No centro dos debates estão questões como fortalecer a produtividade e garantir que os benefícios do crescimento económico são partilhados por todos, nomeadamente pelos grupos mais afetados pela mudança nas tendências sociais e económicas -- migrantes, crianças e juventude, mulheres e idosos.

O Fórum da OCDE, subordinado ao tema 'Economias Produtivas, Sociedades Inclusivas', acolhe cerca de 80 debates, apresentações e outros eventos sobre temas que vão desde o futuro do trabalho à integração de migrantes, das cidades inclusivas à cibersegurança.

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