"Somos todos Centeno", diz o ministro da Saúde

Adalberto Campos Fernandes nega qualquer cisma com ministro das Finanças

O ministro da Saúde negou esta quinta-feira, aos deputados presentes no debate sobre Saúde que decorre no parlamento, a existência de qualquer cisma com as Finanças e, perante as acusações da oposição neste sentido, garantiu: "Somos todos Centeno".

Adalberto Campos Fernandes falava na Assembleia da República durante um debate com caráter de urgência sobre o estado da Saúde, solicitado pelo PSD, em resposta à deputada Galriça Neto (CDS), para quem "só falta mesmo é um grupo de trabalho para apoiar os grupos de trabalho que o ministro da Saúde vai criando".

Para o ministro da Saúde, Galriça Neto limita-se a fazer um "exercício de contorcionismo político de falta de verdade".

Não vale a pena ir pelo caminho de que existirá um grande cisma no Governo entre o ministro da Saúde e o ministro das Finanças. Esse é um caminho errado e completamente esgotado

E para reforçar a ideia, o ministro afirmou: "Somos todos Centeno".

A deputada social-democrata Fátima Ramos (PSD) aproveitou a ideia e, no final de um rol de críticas em que enumerou uma série de faltas nas unidades de Saúde, apelou a Adalberto Campos Fernandes: "Não seja Centeno. Olhe para as pessoas".

Ao longo do debate, têm sido várias as insinuações à alegada dependência da Saúde em relação às Finanças, com o PS, através do deputado António Sales, a assumir a defesa do Governo e a acusar a oposição de insistir num "exercício estéril que nada acrescenta à Saúde".

A primeira intervenção de Moisés Ferreira (BE) foi um recado para os sociais democratas: "Houvesse um pingo de vergonha na bancada do PSD e poupar-nos-ia a este espetáculo".

A afirmação motivou vários apupos da bancada social-democrata, aos quais Moisés Ferreira respondeu, afirmando que "a verdade incomoda".

O parlamento está hoje de manhã a analisar a situação da Saúde em Portugal, num debate solicitado com urgência pelo PSD.

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