Ministro da Saúde "convencido" de que acordo com médicos é possível

"O Governo fará aquilo que sempre disse que fará, que é esgotar a via negocial até ao último minuto", afirmou

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse esta quinta-feira em Coimbra estar "convencido" de que um acordo com os sindicatos dos médicos, que marcaram greve nacional para 10 e 11 de maio, venha a ser possível.

"Estou crente e convencido, que ainda temos muitos dias pela frente para que esse acordo venha a ser possível", disse Adalberto Campos Fernandes.

Questionado pela agência Lusa, o ministro da Saúde sublinhou que "o Governo fará aquilo que sempre disse que fará, que é esgotar a via negocial até ao último minuto, num quadro de responsabilidade nacional".

Segundo o membro do Governo, o secretário de Estado da Saúde e o secretário de Estado Adjunto e da Saúde "têm estado a trabalhar num quadro de grande abertura", recusando a acusação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) de que a tutela "parece pretender" empurrar os médicos para o confronto.

Após uma nova reunião hoje com o ministério da Saúde, os sindicatos médicos afirmaram que se mantêm todos os pressupostos para que a greve nacional de 10 e 11 de maio ocorra, exigindo, entre outras reivindicações, o pagamento das horas extraordinárias a 100%, a redução do número de horas de trabalho nas urgências ou a limitação da lista de utentes por médico de família.

Adalberto Campos Fernandes falava à comunicação social à margem da inauguração das novas instalações do Polo Souselas da Unidade de Saúde Familiar (USF) Coimbra Norte.

Este polo fica situado no antigo edifício da junta de freguesia, que sofreu uma readaptação que custou cerca de 88 mil euros, informou a Administração Regional da Saúde do Centro (ARSC).

O Polo de Souselas vai servir 3.529 utentes, contando com dois médicos, dois enfermeiros e dois assistentes técnicos.

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