Ministro considera encerrado o caso das declarações de Schauble

Ministro das Finanças alemão afirmou, em conferência, que Portugal está a pedir "um novo programa" e que "vai consegui-lo". Depois corrigiu declarações

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) garantiu hoje que o caso das declarações do ministro alemão das Finanças está "absolutamente encerrado" e que nos esclarecimentos dados ao nível diplomático, a Alemanha afirmou o esforço português de consolidação orçamental.

Em declaração aos jornalistas à margem da cimeira da NATO, a decorrer em Varsóvia, o chefe da Diplomacia notou que as "declarações atribuídas ao ministro das Finanças alemão suscitaram perplexidade em Portugal", pelo que se procurou clarificar, adiantando que os "esclarecimentos são totalmente satisfatórios, o caso está absolutamente encerrado".

Esses esclarecimentos, segundo Santos Silva foram "no sentido que a Alemanha entende que Portugal tem feito um esforço muito importante de consolidação orçamental e esse é que é o ponto mais importante".

No final de junho, segundo a agência Bloomberg, o ministro alemão Wolfgang Schauble afirmou, numa conferência em Berlim, que Portugal está a pedir "um novo programa" e que "vai consegui-lo".

Depois, o governante alemão corrigiu aos jornalistas as suas declarações: "Os portugueses não o querem e não vão precisar [de um segundo resgate] se cumprirem as regras europeias", precisou.

Na sequência destas afirmações, segundo um comunicado divulgado pelo gabinete do MNE na sexta-feira, "Portugal realizou diligências através do Embaixador de Portugal em Berlim e junto do Embaixador da Alemanha em Lisboa, para esclarecer, junto das autoridades alemãs, o sentido das declarações atribuídas ao ministro alemão das Finanças. Portugal considerou inteiramente satisfatórios os esclarecimentos obtidos".

Hoje, o ministro acrescentou que entre "países amigos e aliados há formas diplomáticas que são regularmente utilizadas para que não fique nenhuma ambiguidade ou nenhum equívoco em matéria de comunicação, quer entre esses países, quer na comunicação pública a propósito de qualquer desses países".

Santos Silva explicou que "não se fez nada do que não se faça regularmente quando há qualquer dúvida sobre o conteúdo, a interpretação no sentido a dar, qualquer iniciativa ou qualquer declaração de um país amigo" e que essa é uma das funções das representações diplomáticas permanentes.

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