Ministra decidiu: polícias já não vão ter fardas novas

Constança Urbano de Sousa adiou decisão sobre novo visual da PSP que iria custar 6 milhões de euros por ano

A ministra da Administração Interna suspendeu o novo fardamento da PSP que iria custar 6 milhões de euros por ano e tinha sido aprovado pelo ministro Miguel Macedo. em maio de 2014. Constança Urbano de Sousa tomou a decisão depois da reunião que teve na quarta-feira com o diretor nacional da PSP, superintendente Luís Farinha.

A ministra não vai, para já, aprovar o que faltava para avançar com o novo visual da polícia: a alteração à portaria do regulamento dos uniformes da PSP, confirmou o DN com fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).

O DN sabe que Constança Urbano de Sousa preferiu analisar o dossiê com calma. O projeto implicaria a abertura de um concurso internacional e a ministra não sabe se haverá condições para realizar a dotação orçamental prevista de seis milhões de euros/ ano (18 milhões de euros no triénio 2015-2017), numa altura em que o Governo prepara a proposta de Orçamento de Estado para 2016.

Entretanto, informada pelo diretor nacional da PSP de que o depósito de fardamento da PSP estava em rutura de stock, estando esgotadas peças de tamanhos "M" e "L" (que servem a maioria do efetivo de 23 mil polícias), a ministra decidiu autorizar os agentes a comprarem equipamento fora das lojas certificadas na polícia, nos retalhistas, adiantou a mesma fonte do MAI. Como havia a indefinição na transição para as novas fardas, que devia acontecer em 2015, não terão sido fabricadas peças do fardamento em vigor em número suficiente para o inverno.

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