Ministra da Administração Interna admite criar novo estatuto na GNR

Constança Urbano de Sousa pediu à APG/GNR um memorando para que no início do ano se comece a trabalhar para resolver a questão da falta de um novo estatuto profissional na Guarda

A nova ministra da Administração Interna está em plena ronda de reuniões esta tarde com cinco associações sócio-profissionais da GNR, tendo já acabado de ouvir a maior, a APG (Associação de Profissionais da Guarda). César Nogueira, líder da APG/GNR, adiantou ao DN que a ministra Constança Urbano de Sousa percebeu que o estatuto profissional na Guarda, que não foi aprovado na anterior legislatura, é essencial para definir um horário de serviço (36 horas, defende a associação) e os critérios uniformes de progressão na carreira. A tutelar da pasta da Administração Interna mostrou-se recetiva. "Pediu para lhe enviarmos um memorando com os vários pontos essenciais para no início do ano começarmos a trabalhar no estatuto profissional da Guarda", afirmou César Nogueira.

Recorde-se que no anterior governo, a ministra Anabela Rodrigues recusou aprovar o estatuto da Guarda, enquanto deu luz verde ao da PSO, que até já está em vigor.

César Nogueira indicou ainda à ministra que "seis meses, a partir de janeiro, é um prazo razoável para ter o estatuto pronto a ser aprovado" mas não falou "em manifestações para não a pressionar". Sendo certo que "se a questão não for resolvida, a nossa única solução será ir para a rua".

O líder da APG/GNR quer também "garantias da ministra de que não cairá no erro de ceder a pressões dos generais do Exército que chefiam a GNR para não aprovar o estatuto, que foi o que aconteceu com a ministra Anabela Rodrigues". Constança Urbano de Sousa sublinhou que neste processo todos estavam de "boa fé".

A ministra está agora reunida com a ASPIG (Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda).

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