Ministério Público acusa ex-diretor geral do MAI de beneficiar amigos e maçons

Ex-diretor geral das Infraestruturas e Equipamentos foi acusado de 32 crimes de corrupção passiva. MP diz que distribuía obras pelos irmãos da maçonaria e pelos amigos das confraternizações.

Durante três anos (2011-2014), muitas obras adjudicas pelo Ministério da Administração Interna (MAI) terão obedecido apenas a dois critérios: os beneficiários ou pertenciam à maçonaria ou a um clube informal de amigo autointitulado "Os Pingas". Este é o ponto de partida da acusação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) contra João Correia, ex-diretor da Direção-geral de Infraestruturas e Equipamentos (DGIE), imputando-lhe 32 crimes de corrupção passiva. Além do diretor-geral, também dois ex-quadros da DGIE foram acusados, assim como nove empresários.

Segundo o despacho da procuradora Inês Bonina, durante anos, João Correia, com a colaboração dos coarguidos Albino Rodrigues e Luísa Sá Gomes, adjudicou, por ajuste direto, 5,9 milhões de euros em obras a empresários das suas relações pessoais ao arrepio das "normas da contratação pública, da transparência e da livre concorrência". Com esta atuação, o arguido terá prejudicado o Estado em 909 mil euros.

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