Time Out Market, o novo Mercado da Ribeira, recebe 'Óscar' da restauração

Inovação e qualidade do Time Out Market garante a conquista do Hamburg Food Service Award de 2018, um dos prémios mais cobiçados da Europa no setor da restauração

O Time Out Market, instalado no antigo Mercado da Ribeira, junto ao Cais do Sodré, em Lisboa, é o vencedor da 36ª edição do Hamburg Food Service Award. O prémio foi anunciado na tarde desta sexta-feira, numa cerimónia em Hamburgo, na Alemanha.

Este grande espaço - food hall - dedicado às gastronomia de Lisboa conseguiu conquistar, pela primeira vez na história daquele que é considerado o 'Óscar' europeu do setor, um prémio normalmente reservado aos restaurantes.

O revitalizado Mercado da Ribeira - Time Out Market desde 2014 - reúne em cerca de 7.000 metros quadrados, o que de melhor a cidade tem para oferecer: restaurantes, chefs e produtos nacionais. São mais de 40 espaços de oferta gastronómica, com 800 lugares sentados em área coberta e outros 250 nas esplanadas. E à comida tradicional, o food hall lisboeta ainda alia uma inédita oferta cultural - com eventos que vão do teatro, a concertos e exposições - e uma escola de cozinha.

João Cepeda, presidente da marca Time Out Market (TOM), que foi a Hamburgo receber o prémio perante cerca de 500 personalidades do setor vindas de toda a Europa, não esconde a sua satisfação.

O Hamburg Foodservice Award foi lançado em 1983 e tem distinguido diversas pessoas, conceitos e espaços na Europa. No comunicado emitido pelo TOM lia-se que, "entre os premiados, encontram-se personalidades como Sir Terence Conran, conceitos como o Prêt-a-Manger, Vapiano, Wagamama e Ikea (restauração) e grandes grupos de restauração e retalho como a McDonald"s, Migros e Blue Elephant". Os prémios são atribuídos por um painel de especialistas e representantes da indústria de toda a Europa.

Para o responsável do TOM, este prémio só vem consagrar o caráter visionário do conceito e coloca-o ao nível de outros expoentes máximos da gastronomia europeia. "Na carta que enviaram a notificar-me do prémio falavam precisamente da importância de - numa altura em que este conceito de food hall se começa a consagrar pelo mundo -, esta ser a primeira vez que um deles ascende ao terreno que estava, até agora, reservado aos restaurantes", disse ao DN João Cepeda. "Isto é importante também enquanto afirmação do conceito, o facto de nós - esta gente que faz food hall - termos conseguido ter o mesmo reconhecimento que, antes, apenas os grandes grupos ou os restaurantes de luxo tinham", acrescentou.

O que até nem é despropositado, se se pensar que entre os 24 restaurantes presentes no TOM, três deles contam com chefs galardoados com estrelas Michelin. E no primeiro piso do mercado está o Pap'açorda, icónico restaurante de Lisboa que durante 35 anos esteve no pitoresco Bairro Alto.

A estes espaços ainda se juntam 8 bares, uma escola de cozinha (Academia Time Out), uma sala de eventos - com vista para o mercado tradicional e para o food hall -, uma aceleradora criativa (Second Home), uma discoteca (Rive-Rouge) e mais de uma dezena de espaços comerciais, tudo com o melhor de Lisboa.

3,6 milhões de visitantes num ano

Talvez por tudo isto, este é o espaço da cidade com mais afluência em Lisboa, afirmam os seus responsáveis. Em 2017, o número de visitantes subiu dos 3,1 milhões, do ano anterior, para 3,6 milhões. E embora não possa ainda ser divulgado o volume de negócios do TOM deste ano (só em finais de março), sabe-se que em 2016 total faturado pelos concessionários atingiu os 24 milhões de euros.

Outros números recolhidos pelos responsáveis incluem o facto de o TOM contar 82 mil seguidores no Facebook, 7.000 no Instagram, onde contabiliza também mais de 20 mil referências. No TripAdvisor, o TOM tem 12.861 críticas, ocupa o 1º lugar de 121 na categoria Comida e Bebida em Lisboa e é o nº 5 de 185 na categoria Atrações em Lisboa. No Google, encontram-se 10.110 comentários acerca do TOM, que regista 4,4 estrelas em 5.

Entre portas, o TOM contabiliza números que são autênticas curiosidades, como é o caso de alguns recordes de vendas registados. Por exemplo, num só dia, o Chef Miguel Castro e Silva chegou a vender 130 doses de Bacalhau à Brás, a Chef Marlene Vieira, 275 Polvos à Lagareiro, e a Manteigaria Silva, 57 patas de presunto inteiras; a Marisqueira Azul serviu 7.000 ostras num mês e o Pap'Açôrda 410 pastéis de massa tenra numa noite.

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